13 Coisas que você não sabia sobre a água – 10 – Todo lixo jogado na rua vai para o mar

Todo lixo jogado na rua vai parar no mar

Mesmo que você esteja longe da praia ou de um rio, tudo o que se joga fora do lugar correto sempre vai para a água. Papelzinho de bala, sacola plástica, bituca de cigarro – esses e outros objetos, quando jogados na rua, além de sujá-la, acabam nas galerias de águas, carregados pelo vento ou pelas chuvas. E terminam, mesmo que em pequenos fragmentos, em rios, lagos e mares.

A contaminação da água e a morte de peixes prejudicam quem depende deles para viver, já que a atividade pesqueira no Brasil gera 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos, dos quais 1 milhão de pescadores.

Nos rios e nos mares, esses pedaços de lixo: – São confundidos com comida por aves e peixes, que acabam morrendo por asfixia ou inanição; – Afetam até os ovos desses animais, por causa dos resíduos tóxicos; – Atingem as tartarugas, que comem esses fagmentos ou ficam entaladas em embalagens.

A sujeira  deixada na areia da praia, seja o cocô do cachorro ou o palitinho do sorvete, acaba arrastada pela maré alta para o alto-mar. Parte dela permanece na água e outra parte volta, poluindo os mangues e a praia novamente. Bitucas de cigarro são o lixo mais encontrado em praias e cursos d’água. Composta por 4,7 mil substâncias tóxicas, uma única bituca foi capaz de levar à morte metade dos peixes em um aquário-teste. A bituca, quando se degrada no chão, também contamina a água subterrânea e o solo.

Jamais jogue lixo na rua, na praia ou em qualquer outo lugar que não seja a lata de lixo. Separe o que for reciclável, para que o material possa ser reaproveitado.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

Anúncios

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 9 – De cada 10 lts. de água tratada, 4 lts. se perdem

De cada dez litros de água tratada, quase quatro litros se perdem

Isto por vazamentos e fraudes. Essa água desaparece antes mesmo de chegar até as casas ou indústrias. Esse índice é alto, se comparado a outros países. De toda a água tratada no Brasil, 40% nunca chegam a seu destino. Em 17 das 100 maiores cidades do Brasil, esse índice alcança 60%. São Paulo é o estado em melhor situação: a perda é de 26%.

Canos rompidos ou furados são os principais responsáveis por essa perda. Quanto maior a rede de distribuição maior o desafio de encontrar esses pontos.

Outra causa de perda são os “gatos”, ligações clandestinas que desviam a água. Avise a companhia de abastecimento de água e exija o conserto de vazamentos na rua. Se sua conta de água subir sem justificativa, procure por vazamentos em casa. Se tudo estiver normal, suspeite de “gatos”.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 8 – Há mais de 300 rios invisíveis

Há mais de 300 rios invisíveis só em São Paulo

Toda cidade nasce onde á água. Na capital paulista, você nunca está a mais de 200 metros de um rio, um córrego, um riacho…

São Paulo tem mais de 3 mil quilômetros de cursos d’água. Estão escondidos sob becos, ruas e avenidas, como a Nove de Julho, Sumaré, 23 de maio e Henrique Schaumann. Ainda é possível encontrar nascentes aflorando pelo asfalto, como é o caso do Saracura, que aflora atrás do Masp, a duas quadras da Avenida Paulista. São Paulo ainda não fez isso, mas muitas cidades no mundo recuperaram seus rios e sentiram os efeitos positivos. Veja alguns exemplos:

– Londres – Rio Tâmisa – Era considerado o rio mais sujo da Europa no século. Em 1858, o Parlamento suspendeu as sessões por causa do mau cheiro. Entre 1850 e 1860 e em 1950, foram construídos sistemas de captação e de tratamento de esgoto. Estava despoluído em 1970. Tem atrações como a galeria de arte Tate Modern e a Roda-Gigante London Eye.

– Nova York/Yonkers – Rio Saw Mills – Foi tapado na década de 1920. Nos anos1990, tinha alta concentração de metais pesados, como cádmio e mercúrio, por causa das indústrias a sua volta. Foi recuperado na década de 2010. O rio voltou a correrao ar livre por 250 metros em uma paisagem bucólica, e o número de pessoas circulando a pé na área aumentou.

Seul – Rio Cheong-Gye – Na década de 1950, esgoto era jogado diretamente nesse córrego, que foi canalizado. Em 1968, um viaduto foi construído sobre ele, a área foi industrializada e se tornou centro comercial.  O viaduto foi removido em 2003. O projeto de despoluição foi concluído em 2005. O córrego é o mais novo cartão-postal da cidade, com aves, peixes, fontes luminosas e um museu.

Criou-se uma tendência mundial de revalorização de rios e lagos, pelo que oferecem de qualidade de vida: 1) Espaço de convívio com outros moradores, como parques, áreas de descanso e hortas comunitárias urbanas;   2) Ajudam a melhorar o clima local e atraem a biodiversidade.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 7 – No mundo, mulheres buscam água

No mundo, mulheres andam até 6 Km. por dia para conseguir água

Em alguns países africanos, elas caminham até oito horas – e nem sempre a água obtida está limpa. Mais de 1 bilhão de pessoas, principalmente na Ásia e na África, não tem acesso à água potável. E mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico.

Por falta de água tratada, quase 4 mil crianças morrem diariamente no mundo. No semiárido do Nordeste brasileiro, onde vivem 22 milhões de pessoas, mais de 60% das famílias rurais não têm abastecimento de água. Muitas pessoas caminham bastante para conseguir um pouco desse líquido precioso. Os estados com maior e menor consumo per capita de água no Brasil são: Alagoas – 86 litros e Rio de Janeiro – 189 litros.

Quanta água cada pessoa usa no mundo:

Mali – 4 litros, China – 32 litros, India – 52 litros, Egito – 77 litros, França – 106 litros, Brasil – 159 litros e EUA – 215 litros. Segundo a ONU, 110 litros por dia é a média ideal para atender às necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 6 – A água já causou muitas guerras

 A água já causou muitas guerras

Nos últimos 50 anos, aconteceram 37 disputas violentas por água no mundo. No Brasil também existem tensões.

Atualmente, as águas dos rios Tigre e Eufrates são disputadas por três países. A Turquia, que quer construir hidroelétricas, e Síria e Iraque, que temem ter o abastecimento prejudicado.

No Brasil, só em 2013 foram 93 disputas, a maioria no Nordeste, envolvendo principalmente mineradoras, construção de barragens e açudes, e disputas territoriais entre comunidades pobres e fazendas.

O debate mais recente no País foi em em torno das águas do Rio Paraíba do Sul, que nasce em São Paulo, mas abastece a Baixada Fluminense.

Apesar dos conflitos, há muito mais acordos pacíficos – 3.600 deles registrados até hoje.

Em 2500 a.c., um acordo entre as cidades de Lagash e Umma, na região da Mesopotâmia (hoje Iraque), pôs fim à disputa pela água.

Em 1987, na Europa, os países da Bacia do Rio Reno se uniram para despoluí-lo. Em 2008, já havia salmões em suas correntezas.

Frutas (80%) e verduras(90%) são os alimentos mais ricos em água porque a tiram diretamente do solo.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 5 – Metade dos Municípios usa Água Subterrânea

Metade dos municípios brasileiros usa água subterrânea

                                        Existe água debaixo de quase 50% da extensão do País, que retiramos cada vez mais para suprir nossas necessidades.

Uma das nossas principais fontes de água é o Aquífero Guarani, um imenso corpo d’água com 33 mil quilômetros cúbicos de líquido, a 1500 metros de profundidade. O Guarani abastece 80% dos municípios de São Paulo. Em Ribeirão Preto, as cervejarias locais atribuem a qualidade da bebida à sua água pura. Nos últimos 50 anos, a quantidade de água retirada dos aquíferos dobrou. Em regiões com menos chuvas e solo com pouca absorção, a natureza pode não dar conta da recarga. Essa ‘reserva’ ainda sofre ameaça de contaminação por causa da poluição do solo e das águas que chegam até ela. Temos o maior aquífero do planeta: o Alter do Chão. Sua água seria o suficiente para atender ao uso doméstico de toda a população mundial por 100 anos. Por enquanto, ele supre cidades do Amazonas.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 4 – A água ajuda a aprender mais

A água  ajuda a aprender mais

                                        Crianças com acesso à água tratada e coleta de esgoto têm mais qualidade de vida e saúde. Por isso faltam menos e passam mais tempo na sala de aula.

No Nordeste, a falta de esgoto atinge mais de 80% das escolas municipais (a situação é parecida nas residências), e metade não recebe água tratada pela rede pública de abastecimento. A diferença de aproveitamento escolar entre quem tem ou não saneamento básico é de 18%, segundo o Instituto Trata Brasil. Alunos de Pernambuco que vivem em regiões sem saneamento estão cinco anos mais atrasados em relação aos que têm. Em São Paulo o atraso é de três anos e meio. Ligações clandestinas de água e esgoto também fazem que a contaminação chegue à torneira. No Brasil, em 2013, houve 340 mil internações por doenças associadas à falta de saneamento. São doenças como diarréia, hepatite A, esquistossomose, leptospirose, entre outros. Metade dos casos era de crianças de até 14 anos.

Em época de eleições, os políticos prometem mais postos de saúde. Mas exija também a coleta e tratamento de esgoto, que influem no bem-estar das pessoas. Exija boas condições de saneamento em sua região – em casa e nas escolas. Pergunte se há coleta de esgoto e verifique se a caixa-d’água é limpa regularmente.

—————————————————————————————————–

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável

13 Coisas que você não sabia sobre a água – 3 – A melhor maneira de economizar

A melhor maneira de economizar água é comendo melhor

                                        Usamos 70% da água disponível no mundo para produzir comida. Por isso, ao evitar o desperdício, você poupa esse recurso natural. A irrigação no país é principalmente aérea, por aspersão, e pouco eficiente: só metade chega às raízes das plantas. O resto perde-se na evaporação ou é levada pelo vento. Pela comida suprimos 20% do que necessitamos de água. Mas um terço dos alimentos se perde pelo caminho, na produção, na estocagem, na distribuição e em casa.

Água invisível – A cadeia produtiva dos alimentos exige mais água do que você imagina. Para cada quilo de carne bovina são gastos 15 mil litros de água, desde o plantio do alimento para o gado até a limpeza de seus dejetos.

Seguindo a mesma lógica, gasta-se:

– 4000 litros de água para produzir um quilo de frango;

– 3000 litros de água para produzir um quilo de ovos;

– 140 litros para produzir uma xícara de café;

– 1700 litros para produzir uma barra de chocolate;

A indústria consome 20% da água disponível para produzir objetos.

– 11000 litros para produzir uma calça jeans e,

– 400000 litros para produzir um carro.

A água que não vemos, mas que é usada em tudo que é produzido, é chamada de pegada hidrológica, e precisa ser levada em conta para se fazer melhor uso desse recurso.

—————————————————————————————————-

Contribuição do Blog do Said com matéria do Planeta Sustentável e Editora Abril – Matthew Shirts

Coordenador editorial do Planeta Sustentável