HOJE NA HISTÓRIA – 31/05/2015

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Signo                      : Gêmeos

Estação                   : Outono

Fase                        : Crescente

    –  Dia do Enxadrista

    –  Dia Internacional do Comissário de Bordo e da Aeromoça

   –    Aniversário de morte da pintora Djanira em 1979

   –   Criação no Brasil da Associação Cristã de Moços (ACM) em 1893

   –   Dia Mundial dos Meio de Comunicações Sociais

   Santa do Dia      : Nossa Senhora da Visitação 

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Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Penteado excêntrico

Penteado excêntrico

RUTH MANUS

Quanto tempo ainda vamos perder?

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

Ah, Drummond.

Ele sempre foi minha grande paixão. Mas essa frase… Essa frase é especial. Foi a frase que minha amiga amada pediu para pintarem na parede do seu quarto quando começou a quimioterapia. E ela viveu todos seus dias intensamente, com um sorriso no rosto, pedindo pra ficar mais um pouco.

Até que um dia ela se foi. E eu, aos 18 anos, me prometi que viveria por mim e por ela. Que não teria medo de arriscar e que nunca faria da minha vida um mero encadeamento de dias. Estou tentando.

Então, diariamente, uma pergunta martela na minha cabeça: quanto tempo perdemos?  E quanto tempo ainda vamos perder?

Porque me falta tempo; porque acordo cedo amanhã; porque tô com enxaqueca; porque tô de dieta. Com excesso de zelo, excesso de cautela, excesso de fé na ideia de que sempre pode ficar para amanhã.

Chega, vai. A vida é só uma e a vida passa correndo. Quando a gente vê, já passaram as chances e tudo o que sobra na cabeça é um triste e fosco rol de hipóteses não tentadas e de riscos não corridos.

E essa conversa não é necessariamente sobre projetos grandiosos. É simplesmente sobre sopros de liberdade. Sobre uma vida mais feliz por ter menos regras intransponíveis.

É sobre pegar um cinema sozinho, de preferência numa terça-feira.

Sobre comprar uma passagem poucas horas antes do voo. E ir só com a roupa do corpo.

Sobre voltar da padaria com um sonho pro porteiro do prédio.

Sobre ir de pijama à garagem buscar aquele negócio que ficou no carro.

Sobre entrar no elevador com a toalha de banho enrolada na cabeça

Sobre comer jiló, javali, jaca, jacaré.

Sobre pedir desculpas por um erro de 2002.

Sobre pegar insetos nas mãos.

Sobre ligar, dizer que sente falta, que sente muito, que sente que pode ser agora.

Sobre comprar aquela peça de roupa que você sempre namorou, mas que acha inadequada para a sua idade ou para o seu tipo físico.

Sobre fazer caretas para as crianças da perua escolar no trânsito.

Sobre parar num bar e tomar uma, duas, três cervejas só na sua companhia, em horários inadequados.

Sobre deitar na cama, dormir de roupa, sem escovar os dentes.

Sobre finalmente mandar pessoas tóxicas à merda.

Sobre cortar curtinho, pular do alto, nadar no fundo.

Sobre um belo dia resolver mudar e fazer tudo o que se quer fazer, se libertando daquela vida vulgar que a Rita Lee cantou.

Sobre não se render mais um dia à tal prudência egoísta que nada arrisca de Drummond.

Porque é fácil levar uma vida banal e queixar-se a respeito dela. Mas será que quando a vida não é fantástica, a culpa é do destino ou a culpa é nossa?

Eu não sei se a vida é curta, mas sei que essa vida é uma só. E que o tempo não volta.

A gente tem que fazer o que tem que ser feito.

Pode ser hoje. Façamos ser hoje.

HOJE NA HISTÓRIA – 29/05/2015

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Signo                      : Gêmeos

Estação                   : Outono

Fase                        : Crescente

    –  Dia do Geógrafo

    –  Comprovada a Teoria da Relatividade

   –    Aniversário de morte da atriz Romy Schneider em 1982

   –   Dia Internacional dos Soldados da Paz das Nações Unidas

   –   Criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

   Santo do Dia      : São Maximino de Tréves

Richard Dawkins diz que religião é um ‘vírus’ para a mente humana

Richard Dawkins

Desde 1976, quando lançou o livro “O Gene Egoísta”, sabe-se que Richard Dawkins, 74, tem talento para fazer metáforas. Nesta quarta (27) no evento Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, ele disse que a religião é como um vírus de computador que se instala no cérebro com a instrução de se apenas se replicar com o passar das gerações.

Para o zoólogo de Oxford, a religião, ao longo de eras, se aproveitou de boas características da psicologia humana como a obediência, confiança e disciplina para continuar existindo.

A religião seria um efeito colateral do desenvolvimento da cultura: ao mesmo tempo que os homens adquiriram sabedoria com os pais e anciãos (conseguir água, alimentos e ser manter saudável), também aprenderam coisas sem sentido como “você deve sacrificar uma cabra na lua cheia” ou a seguir um livro sagrado.

Questionado se era 100% ateu, Dawkins disse que em uma escala de 1 (totalmente crente) a 7 (totalmente ateu) estaria na posição 6 (ou 6,9) já que não seria possível a um cientista sério provar que algo não existe. Deus, para ele, está na mesma categoria que fadas, goblins ou o Monstro de Espaguete Voador. Se houvesse boas evidências da existência de Deus, ele diz que mudaria de opinião.

Zoólogo Richard Dawkins em palestra nno evento Fronteiras do Pensamento, em São Paulo
Zoólogo britânico Richard Dawkins em palestra no evento Fronteiras do Pensamento, em São Paulo

RELOJOEIRO CEGO

Uma das grandes preocupações que Dawkins mostrou é com relação ao grande espaço ocupado (principalmente nos EUA) pelo criacionismo e pelo design inteligente –hipótese pseudocientífica que afirma haver um designer, um arquiteto que tenha criado a vida na Terra tal como existe hoje.

“São pessoas que dizem que a Terra tem menos de 10 mil anos”, diz –nosso planeta tem 4,5 bilhões de anos. Para ele, religião deve ser estudada com distanciamento e não como uma alternativa de explicação para o mundo atual

No livro “O Relojoeiro Cego” (1986), Dawkins argumenta contra a necessidade de um arquiteto ou relojoeiro que seria responsável pela complexidade da vida na Terra.

Para o zoólogo, que tem uma fundação que promove divulgação do conhecimento científico (Richard Dawkins Foundation), ao aprender sobre evolução e seleção natural as crianças poderiam até mesmo conhecer o sentido da vida.

São duas maneiras de pensar: a primeira seria apenas se reproduzir e perpetuar seus genes. Já a segunda pode estar ligada ao passatempo ou talento das pessoas, como esportes ou música. “E nenhuma delas precisa de religião”, afirma.

GENE EGOÍSTA

Antes de dedicar-se às polêmicas de ateísmo versus religião, Dawkins deu ao longo de 45 minutos uma excelente aula sobre evolução para o auditório lotado do teatro Ciec, em Pinheiros (zona oeste). A principal comparação que ele usou para falar do assunto foi a de uma corrida armamentista (ao mesmo tempo que o leão teve de evoluir e se aperfeiçoar para capturar a gazela, a gazela teve de se adaptar e se aperfeiçoar para fugir do leão).

As espécies de hoje em dia seriam o resultado de uma “equação econômica” cujo resultado depende de onde os bichos investem energia –recurso escasso na natureza.

Os animais e organismos investem energia para que possam se reproduzir e passar seus genes adiante. E é justamente no gene, potencialmente imortal, que Dawkins vê a teoria da seleção natural fazer sentido. O gene tem a tendência a se perpetuar e isso transcende tanto o bem-estar do indivíduo quanto o do grupo –daí o nome de seu primeiro livro.

Mesmo assim, segundo o cientista, é possível haver duas formas colaboração entre indivíduos: ou você compartilha características genéticas (no caso de um familiar) ou no caso de um altruísmo recíproco (“eu coço suas costas você coça as minhas”). O tema dessa edição do Fronteiras do Pensamento é “Como viver juntos”.

POLÊMICAS

Na fase de perguntas, não faltaram temas provocativos. Dawkins reforçou sua posição pró-aborto e disse que não condena moralmente quem tenha feito aborto ao saber que o embrião seria portador de Síndrome de Down.

Ele, tentando fugir de mais polêmica, disse que sua posição não deveria ser confundida com algo contra pessoas com down, e que se tivesse um filho com a síndrome provavelmente o amaria.

Outro assunto polêmico foi a utilização em humanos da tecnologia do DNA recombinante, capaz de produzir plantas e animais transgênicos. Dawkins diz que por milênios a espécie humana manipulou o fator seleção de outras espécies, como cães e cavalos, além de plantas, mas não o fator mutação.

Esse conhecimento de seleção artificial, talvez por uma questão moral, nunca foi aplicado em seres humanos para construir pessoas mais altas, fortes ou inteligentes, por exemplo.

Mesmo com os avanços tecnológicos ele disse torcer para que a mesma barreira moral impedisse que a manipulação genética fosse empregada na nossa espécie.

Senado aprova texto-base de MP que altera benefícios previdenciários

Aposentadoria

O Senado concluiu nesta quarta-feira a votação da MP 664, que além de alterar regras de acesso a benefícios previdenciários, como a pensão por morte, também flexibiliza a incidência do fator previdenciário.

Segunda medida provisória enviada pelo governo ao Congresso para ajudar no ajuste fiscal, a proposta segue à sanção presidencial.

Originalmente editada para corrigir “distorções” na concessão da pensão por morte, auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, a matéria recebeu um dispositivo que, contra a vontade do governo, flexibiliza a incidência do fator previdenciário, mecanismo que limita o valor da aposentadoria de pessoas mais novas.

De acordo com esse trecho do texto, que pode ou não ser vetado pela presidente Dilma Rousseff, o trabalhador tem a possibilidade de optar pelo fator ou pela regra 85/95.

O novo cálculo permite que a mulher possa se aposentar após 30 anos de serviço se a soma desse período com a sua idade for igual ou superior a 85, enquanto homens poderão fazer o mesmo após 35 anos de serviço, desde que a soma com sua idade seja igual ou superior a 95.

Segundo integrantes do governo, a mudança não tem impacto preocupante no curto prazo, mas estima-se que custe 40 bilhões de reais nos próximos dez anos.

O governo vem defendendo que o tema seja discutido em um fórum composto por representantes do Executivo, do Legislativo, das centrais sindicais e do setor empresarial, que deve ser instalado na próxima semana para debater temas trabalhistas e ligados à Previdência.

MUDANÇAS

A medida exige um tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para a concessão da pensão por morte, que será integralmente paga ao viúvo ou viúva, desde que seja cumprida uma carência de 18 contribuições mensais.

O texto aprovado pelos senadores e encaminhado para análise de Dilma prevê que o empregador vai arcar com 30 dias — e não mais 15 — de afastamento do trabalhador nos casos de aposentadoria por invalidez, antes que o pagamento seja repassado para a Previdência.

No caso do auxílio-doença, fica valendo o prazo atualmente vigente, de 15 dias.

Na terça-feira, senadores aprovaram e encaminharam para sanção outra medida provisória, a 665, que muda regras de concessão de benefícios trabalhistas e também faz parte do conjunto de propostas do governo para equilibrar suas contas.

HOJE NA HISTÓRIA – 28/05/2015

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Signo                      : Gêmeos

Estação                   : Outono

Fase                        : Crescente

    –  Dia do Ceramista

    –  Comuna de Paris é derrotada após uma semana de batalha nas ruas da capital francesa em 1871

   –    Dia Mundial do Desafio

   –   Dia internacional de Luta Contra a Mortalidade Materna

   

Santo do Dia      : São Germano de Paris

Governo do Estado lança programa para incentivar o uso de bicicletas

Bicicleta Familiar

O Bonde

O governador Beto Richa assinou o decreto de criação do Programa Paranaense de Mobilidade por Bicicleta. O Ciclo Paraná lança as diretrizes da política estadual de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte e para esporte, lazer, educação no trânsito e turismo sustentável.
As discussões para a criação do Ciclo Paraná foram coordenadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos por meio de um grupo formado por 21 instituições. Participaram da elaboração cicloativistas, universidades e órgãos municipais e estaduais.

O objetivo também é nortear as cidades sobre políticas estruturais, de cicloturismo e de educação no trânsito relacionadas com a bicicleta.
“O uso da bicicleta nas cidades tem uma relação intrínseca com o meio ambiente, já que contribui para redução da poluição atmosférica. O Ciclo Paraná trata ainda de qualidade de vida”, disse o secretário do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski.
O decreto assinado pelo governador cria ainda o Conselho Paranaense de Ciclomobilidade (Conciclo), que terá a participação de órgãos públicos estaduais, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu), organização que reúne ciclistas de todo o Paraná.
O Conciclo vai debater propostas de políticas públicas para viabilizar o cumprimento das ações elencadas no decreto. A coordenação do Conciclo será feita pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

NA PRÁTICA – Antes mesmo de o decreto ser assinado, algumas ações previstas no Ciclo Paraná estavam sendo desenvolvidas. No teste teórico da carteira de motorista, os candidatos respondem, pelo menos, uma questão referente à Legislação de Trânsito envolvendo bicicletas e ciclistas. A exigência do Departamento de Trânsito (Detran-PR) vale desde meados do ano passado.
Uma das medidas econômicas do Governo do Estado para estimular a venda e o uso de bicicletas foi a redução da carga tributária de 18% para 12% para bicicletas e peças. A queda da alíquota foi implantada há quase um ano.
Já a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, que também faz parte do Ciclo Paraná, incluiu ciclovias nos projetos de rodovias com traçados metropolitanos. Um exemplo é a duplicação da avenida João Leopoldo Jacomel, ligação entre Curitiba, Pinhais e Piraquara, que está ganhando ciclovia dos dois lados.
Outra obra que inclui ciclovia é a duplicação da Rodovia da Uva, em Colombo. Também estão previstas ciclovias em trechos urbanos da PR-323, entre Maringá e Francisco Alves.
Para multiplicar as discussões em diferentes regiões, o Ciclo Paraná prevê a criação de núcleos de mobilidade urbana, com ênfase no uso da bicicleta, nas universidades estaduais. Também estão previstos apoio na elaboração de Planos Diretores Cicloviários dos Municípios ou Planos Municipais de Apoio à Bicicleta.
A criação de rotas municipais de cicloturismo no Paraná com sinalização específica para os ciclistas também faz parte do programa, assim como a instalação de paraciclos nos prédios das Secretarias de Estado, campanhas de incentivo à carona solidária.
O Ciclo Paraná integrará ações da Sanepar, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano – responsável por projetos de mobilidade – do Departamento de Trânsito o Paraná (Detran/PR), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e outros órgãos de governo.

HOJE NA HISTÓRIA – 27/05/2015

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Signo                      : Gêmeos

Estação                   : Outono

Fase                        : Crescente

    –  Dia do Serviço de Saúde do Exército

    –  Dia do Profissional Liberal

   –   Dia da Imprensa do Interior

   –   Início da Operação Dynamo na Segunda Guerra Mundial

   –   Aniversário de Ivete Sangalo

Santo do Dia      :  Santo Agostinho de Cantuária

Responsabilidade socioambiental: uma nova prática regulamentada

MEIO-AMBIENTE

Em julho termina o prazo para as companhias divulgarem suas políticas voltadas à área de sustentabilidade.

A responsabilidade socioambiental vem mobilizando instituições financeiras de todos os portes no País. Em 31 de julho, termina o prazo para as demais instituições financeiras para a divulgação de suas políticas voltadas à área, tanto para o público externo (por meio de website) quanto interno. Os grandes bancos e as companhias do setor com Icaap (Processo Interno de Avaliação da Adequação de Capital) já passaram pelo processo, que se encerrou no final de fevereiro deste ano.

A exigência faz parte da Resolução 4.327, que determinou a divulgação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) pelas instituições financeiras e demais organizações autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) – como bancos, financeiras, consórcios e cooperativas de crédito.

Grandes bancos, políticas mais amplas

Julia Moretti, gerente da área de Consultoria em Gestão de Riscos Empresariais da Deloitte e especialista em sustentabilidade, conta que as organizações de maior porte optaram por elaborar e divulgar políticas mais amplas, seguindo o que estava na Resolução. “Este é o primeiro ano de reporte dessa política e tudo é ainda muito novo”, pondera.

Camila Araújo, sócia-lider do Centro de Governança Corporativa da Deloitte e das soluções de Sustentabilidade da organização, explica que a grande maioria dessas grandes companhias já possuía uma estrutura de governança e um trabalho voltado às práticas de sustenta ilidade, o que tornou o processo mais simples, muito embora adequações ainda sejam necessárias.