Sucos industrializados proporcionam aumento de peso e prejudicam a saúde

Sucos Industrializados

Ass. Imprensa

 

Em 2014, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) divulgou vídeo onde crianças participaram de uma experiência: descobrir a quantidade de fruta nos sucos industrializados. O resultado é assustador. Não há quase nada.

Segundo a nutricionista, Bruna Verão, os sucos industrializados são preparados com o objetivo de ter longa validade, sem perder a cor, o aroma, a textura, a consistência e o sabor. Por isso, entre a sua composição encontram-se aromas sintéticos, estabilizantes, antiumectantes, antioxidantes, espessantes, conservantes, edulcorantes, acidulantes e aromatizantes.

O consumo frequente destas substâncias, de acordo com a nutricionista, pode ativar o sistema imunológico, de forma a provocar quadros alérgicos e de intoxicação, que podem levar a desequilíbrios neuroendócrinos, como ansiedade, depressão, desequilíbrios hormonais, hiperatividade, déficit de atenção, e, até mesmo, doenças crônicas, como diabetes, pressão alta, doenças do coração, alguns tipos de câncer, Alzheimer, Parkinson, doenças inflamatórias intestinais, quadros de colite (inflamação no intestino grosso) e doenças funcionais.

Em sucos industrializados, apenas 5% é o suco da própria fruta, o restante é formado por água, açúcares e substâncias químicas. E se você ler um rótulo, independente da marca e do sabor, sempre existirá suco de maçã, porque é barato e ótimo para dissolução e homogeneização.

A nutricionista afirma que o suco integral, vendido em garrafas de vidro, é menos prejudicial, contudo, ele é rico em frutose, açúcar encontrado em frutas. O consumo em excesso desta bebida pode elevar o peso e aumentar o acúmulo de gordura no fígado.

A melhor opção é consumir o suco feito na hora. Caso não haja tempo para fazê-lo diariamente, consuma água de coco (retirada direto do fruto) ou água mineral. Além disso, as fibras presentes nas frutas são essenciais para o bom funcionamento do organismo, por isso, a nutricionista aconselha consumir três por dia.

Para quem tem filho pequeno e tem o costume de colocar o “suco de caixinha” na lancheira seguem algumas dicas:

– Para crianças que estão com peso muito baixo, é importante fazer o suco de fruta ou de polpa e acrescentar verduras e legumes.
– Ao invés do suco de caixinha, mande em uma garrafinha a água de coco extraída do próprio fruto.
– Para os adultos, é indicado fazer o suco de fruta (ou de polpa), colocar verduras e legumes, e acrescentar sementes, como chia, linhaça ou grãos germinados. Além disso, faz bem adicionar chá verde.

A nutricionista afirma que é necessário buscar a ajuda de uma especialista antes de mudar a alimentação. Mas é necessário acabar com o consumo das bebidas produzidas industrialmente. “Quantidade de suco industrializado que podemos ingerir por dia? O mais próximo do zero”, alerta Bruna Verão.

HOJE NA HISTÓRIA – 30/11/2015 – SEGUNDA-FEIRA

 

Signo                      : Sagitário

Estação                   : Primavera

Fase                         :  Minguante

    – Dia do Síndico

    – Aniversário de morte do Marquês de Sade em 1814

    – Aniversário de morte de Fernando Pessoa em 1935

    – Aniversário de morte de Cartola em 1980

    – Dia da Reforma Agrária e do Estatuto da Terra

    – Aniversário de Boni

Santo do Dia      : Santo André

Produtos inteligentes, fabricantes idem

Uera

Uera

The Economist

 

A internet das coisas fortalecerá a posição da indústria frente ao varejo na disputa pela fidelidade do consumidor.

Em “O Capital”, Karl Marx faz algumas reflexões notáveis sobre a natureza dos produtos que utilizamos no dia a dia, que ele chama de mercadorias. Uma mercadoria aparenta ser uma “coisa óbvia, trivial” argumenta o filósofo alemão.

Na realidade, é o oposto disso: “uma coisa muito intrincada, plena de sutilezas metafísicas e melindres teológicos”. Nas sociedades primitivas, os objetos religiosos assumem um caráter fetichista, pois os indivíduos os veem como seres vivos, capazes de estabelecer relações uns com os outros e também com os seres humanos. Nas sociedades capitalistas, o mesmo sucede com as mercadorias.

Atualmente, a natureza intrincada de muitos produtos é mais de ordem material que metafísica. Equipados, em número cada vez maior, com sensores e microchips, eles agora são de fato capazes de se comunicar, por via da “internet das coisas”, uns com os outros e também com seres humanos. Até itens banais, como refrigerantes e sabão em pó, devem se tornar “inteligentes”: os fabricantes  introduzirão em suas embalagens sensores capazes de detectar quando o produto está sendo utilizado e de se comunicar com smartphones quando escaneados. A empresa de pesquisas de mercado Gartner estima que o número de produtos com conexões sem fio (sem incluir smartphones ou computadores), que hoje é de 5 bilhões, chegará a 21 bilhões em 2020.

O potencial de transformação de coisas que até agora permaneciam mudas em objetos conectados é mais óbvio nas áreas de estoque e administração de cadeias de suprimentos. Andy Hobsbawn, fundador da fornecedora de tecnologia para objetos conectados Evrythng, diz que as empresas poderão acompanhar o deslocamento de seus produtos, da fábrica à loja e da loja ao consumidor final. Com códigos embutidos, as bolsas de grife atestarão sua autenticidade. E as máquinas, ao chegar ao fim de sua vida útil, informarão a seus proprietários de que maneira devem ser descartadas.

Mas a revolução será ainda maior, argumenta Hobsbawn, na relação com os consumidores. As empresas do setor industrial estão se dando conta de que a melhor maneira de vender seus produtos é estabelecer vínculos pessoais com os consumidores, em vez de gastar rios de dinheiro com estratégias de marketing tão abrangentes quanto inespecíficas. Até agora, nesse mundo novo, a indústria vinha ficando para trás. O varejo ganhou muito terreno com seus cartões de fidelidade, que, em troca de descontos ou recompensas, permitem coletar informações sobre os consumidores. O modelo de negócio da Amazon tem como elementos estruturantes a compreensão dos interesses dos consumidores e a consequente sugestão de produtos pelos quais eles podem se interessar. O Google está explorando sua expertise em integrar os dados dos usuários com seus produtos para entrar em área novas, como a de manutenção residencial (caso do Nest, seu termostato inteligente).

Conforme a instalação de sensores e microchips em todo tipo de produto for se tornando mais barata, aumentará o volume de informação que os fabricantes terão a respeito de sua utilização pelos consumidores. Isso os ajudará a desenvolver mais rapidamente seus produtos, reparar com maior agilidade eventuais defeitos e projetar itens que estejam mais de acordo com as necessidades de consumidores individuais.

A General Electric usa sensores para monitorar, em pleno voo, o desempenho de suas turbinas aéreas, diagnosticando potenciais problemas. De forma semelhante, o monitoramento de seus caixas automáticos, a Diebold corrige remotamente eventuais problemas de funcionamento, por meio de atualizações de software; e, quando isso não dá certo, despacha um técnico para consertar a máquina.

A mesma abordagem começa a ser adotada com bens de consumo. Ao verificar que seus carros elétricos apresentavam deficiências na hora de arrancar na subida, a montadora Tesla resolveu a questão transmitindo para os veículos uma atualização de software. A fabricante de aparelhos de som Sonos enviou recentemente uma atualização que permite que seus sistemas se adaptem às características acústicas do ambiente em que se encontram. Se a velha engrenagem capitalista girava à base de produtos em que a obsolescência era algo inerente, a ideia agora é fabricar artigos que vão sendo aperfeiçoados depois de adquiridos. Isso inviabiliza a obtenção de lucros rápidos com a comercialização de novos modelos, mas pode ajudar a indústria a criar vínculos muito mais sólidos com os consumidores.

Michael Porter, da Harvard School, prevê que a ascensão de produtos dotados de conexão sem fio, e a consequente entrada das empresas do setor industrial na disputa pela fidelidade dos consumidores, deve inaugurar uma “nova era de competição”. Os fabricantes estarão em pé de igualdade com os varejistas e os proprietários de “plataformas” de tecnologia, como o Google, na briga por um lugar no coração do consumidor. Os fabricantes também poderão entrar na área de prestação de serviços. A Babolat, que produz raquetes de tênis, começa a oferecer orientações para aperfeiçoar o jogo dos tenistas: suas raquetes contêm  sensores que enviam dados para o smartphone do usuário, instruindo-o com dicas sobre como melhorar seu saque.

A fabricante de sistemas de iluminação Gooee está entrando no segmento de segurança: suas lâmpadas ativam alarmes quando detectam sinais de incêndio ou identificam a presença de um invasor no local. As máquinas e implementos agrícolas da John Deere ajudam os agricultores a fazer melhor uso de suas terras: recebem dados sobre o clima e sobre as condições do solo, permitindo que o fazendeiro tome decisões mais adequadas sobre quando e onde plantar e arar a terra.

Choque Cultural

Para que as empresas que atualmente dominam o setor industrial possam se beneficiar ao máximo dos produtos inteligentes será preciso haver uma revolução. Terão de contratar mais especialistas em Tecnologia da Informação (TI), e eles talvez não se adaptem com facilidade a uma cultura dominada por engenheiros mecânicos  e elétricos. Serão obrigadas a reavaliar o foco de suas competências: por exemplo, em vez de terceirizar o gerenciamento de dados, repassando-o para companhias de TI, é possível que cheguem à conclusão de que processar internamente os dados gerados por seus produtos é tão importante e valioso quanto fabricá-los.

Serão igualmente forçadas a se haver com assuntos com os quais não estão familiarizadas, como, por exemplo, privacidade e cibersegurança. Levantamento recente, realizado junto a 561 executivos do mundo inteiro pela The Economist Intelligence Unit, divisão de pesquisas do mesmo grupo que publica The Economist, mostra como, em média, as empresas estão despreparadas para as mudanças.

Apenas 19% dos entrevistados pretendem implementar mudanças radicais em suas companhias para aproveitar o potencial dos produtos inteligentes; e só 39% adotaram programas de treinamento  em competências digitais. A rápida ascensão do Uber e do Airbnb indica que não é aconselhável subestimar a velocidade da revolução digital. Se não se apressarem, as empresas que atualmente compõem o setor industrial correm o risco de ficar para trás, enquanto outros tipos de concorrentes vão estreitando seus laços com os consumidores. Mas, se se abrirem para a revolução dos produtos inteligentes, os fabricantes talvez sejam capazes de criar coisas – e também serviços – que as pessoas terão bons motivos para transformar em fetiche.

HOJE NA HISTÓRIA – 29/11/2015 – D0MINGO

 

Signo                      : Sagitário

Estação                   : Primavera

Fase                         :  Minguante

    – Família Real embarca para o Brasil em 1807

    – Palestina é dividida entre árabes e judeus

    – Aniversário de morte de Cary Grant em 1986

    – Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestino

    – Aniversário de Nelson Motta

Santo do Dia      : São Saturnino

OMS recomenda maior consumo de frutas, verduras e legumes

Frutas e Verduras

Bonde

O consumo regular de frutas, legumes e verduras (FLVs) está associado a um menor risco de contrair certos tipos de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis. Isso é devido à presença de fibras e agentes fitoquímicos que atuam como antioxidantes naturais no organismo (por ex., licopeno no tomate, resveratrol na uva, etc), entre outros componentes reconhecidamente benéficos à saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos 400 g/dia destes alimentos para que se possa obter um ganho nutricional expressivo na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Considerando o atual cenário de baixo consumo de frutas, legumes e verduras pela população brasileira, em acordo com levantamento feito pelo IBGE, é preciso aumentar em cerca de três vezes o consumo diário médio atual desses alimentos no Brasil, para que seja atingido o patamar recomendado pela OMS.

Na medida do possível, recomenda-se adquirir alimentos orgânicos e/ou certificados pelo governo, cuja procedência é conhecida, assim como os chamados alimentos da “época” (safra), por receberem em média uma menor carga de agroquímicos.

Porém, a impossibilidade de aquisição de alimentos orgânicos não deve ser motivo para a diminuição no consumo de FLVs produzidos pelo sistema convencional de cultivo. Inexistem evidências consistentes na literatura científica que indiquem risco inaceitável à saúde devido à presença de resíduos químicos que possam descompensar os benefícios nutricionais trazidos por esses alimentos, à luz do conhecimento científico atual.

HOJE NA HISTÓRIA – 28/11/2015 – SÁBADO

 

Signo                      : Sagitário

Estação                   : Primavera

Fase                         :  Minguante

    – Dia do Soldado Desconhecido

    – Inauguração da Estátua da Liberdade em 1887

    – Aniversário de morte de Coelho Neto em 1934

    – Aniversário de morte de Erico Veríssimo em 1975

Santo do Dia      : São Tiago da Marca

Após 100 anos, cientistas tentam provar teoria de Einstein que embasa leis da Física

Albert Einstein-2

Rebecca Morelle – BBC

Na zona rural da Itália, perto da cidade de Pisa, um grande experimento está quase sendo colocado em prática.

Se for bem-sucedido, uma das célebres previsões de Albert Einstein será observada diretamente pela primeira vez.

Se falhar, leis da Física poderão ter de ser reconsideradas.

O aparelho responsável pelo experimento se chama Advanced Virgo (“Virgo avançado”, em tradução livre), e buscará a prova de um dos fenômenos astrofísicos mais enigmáticos.

“Talvez tenhamos a primeira oportunidade de detectar ondas gravitacionais na Terra”, explica Franco Frasconi, da Universidade de Pisa e membro da equipe internacional do Projeto Virgo.

“Seria uma demonstração clara de que o que (Einstein) disse há 100 anos está absolutamente correto.”

Em 25 de novembro de 1915, Albert Einstein apresentou à Academia Prussiana de Ciências a versão final de suas equações de campo, que descrevem como a matéria produz gravidade e a influência da gravidade sobre a matéria.

As equações sustentavam sua Teoria da Relatividade Geral – pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade.

A partir daí, um leque de conhecimento se abriu – da expansão do Universo ao movimento dos planetas, passando pela existência de buracos negros.

Mas Einstein também propôs a presença de ondas gravitacionais, basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional.

Pense nesse fenômeno mais ou menos como as ondas que se formam quando jogamos uma pedra em um lago.

Qualquer objeto com massa deveria gerar essas ondas quando está em movimento. Até nós mesmos. Quanto maior a massa, mais intenso será o movimento, e maiores serão as ondas.

Einstein previu que o Universo estava inundado por essas ondas.

  • As ondas são uma consequência inevitável da Teoria da Relatividade Geral
  • Sua existência foi prevista pela ciência, mas nunca foi detectada diretamente
  • São feixes no tecido do espaço-tempo, produzidos por eventos bruscos
  • Aceleração de massas produz ondas que se propagam na velocidade da luz
  • Fontes detectáveis dessas ondas deveriam incluir buracos negros em fusão e estrelas em explosão
  • O aparelho Virgo rebate raios laser em enormes túneis; as ondas deveriam interferir na luz
  • A detecção das ondas abre um novo campo de investigações do Universo

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Enquanto astrônomos possuem provas indiretas da existência das ondas, ainda não foi possível ter uma amostra dessas curiosidades cósmicas.

O físico Toby Wiseman, do Imperial College de Londres, afirma não se surpreender pelo fato de o fenômeno ainda não ter sido observado diretamente.

“A gravidade é a mais fraca da forças, e até fontes astrofísicas dramáticas emitem apenas ondas gravitacionais fracas.”

Aposta italiana

Agora pesquisadores na Itália esperam encontrar essas ondas. Mas não será fácil.

A primeira versão do projeto Virgo foi posta em prática em 2007 – e não encontrou nada. O mesmo ocorreu com um experimento semelhante nos Estados Unidos, o Ligo (sigla em inglês para Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser).

As duas máquinas – chamadas interferômetros – agora passaram por caras melhorias, e as equipes esperam avanços em sensibilidade que podem ser a chave para o sucesso.

“A tecnologia necessária para detecção de ondas gravitacionais só se tornou disponível hoje. Nos últimos dez anos, desenvolvemos uma tecnologia muito sofisticada para construir esse tipo de interferômetro”, diz Frasconi.

Os cientistas pretendem detectar as mínimas distorções criadas quando ondas gravitacionais passam pela Terra. Eles esperam observar as ondas que emanam de eventos cósmicos violentos, como estrelas explodindo e buracos negros em colisão.

O detector Virgo é formado por dois túneis idênticos de 3 km, numa gigantesca formação em L. Um feixe de laser é gerado e dividido em dois – uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem.

Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem.

Isso pode parecer complexo, mas se baseia em uma propriedade conhecida dos lasers, que são feixes intensos de luz – e a luz é uma onda.

Imagine se duas ondas no oceano se chocarem, uma no alto, e outra por baixo: as ondas se anulariam.

O mesmo ocorre dentro do equipamento. E se as ondas percorrerem exatamente a mesma distância dentro dos dois túneis, elas podem se cancelar, produzindo nenhum sinal.

No entanto, quando uma onda gravitacional passa pelo túnel, espera-se que ela distorça o seu entorno de maneira muito sutil, alterando o comprimento dessas passagens em uma fração de átomo.

E o modo como as ondas se movem pelo espaço e pelo tempo significa que um túnel seria esticado e outro, espremido, o que resultaria em um laser viajando uma distância um pouco maior, enquanto o outro teria uma jornada mais curta.

Como resultado disso, os feixes se recombinariam de uma forma diferente: as ondas de luz iriam interferir entre si, em vez de se cancelar – e os cientistas detectariam um sinal.

Houve grandes esforços para isolar esses experimentos de interferências comuns da Terra, como ruídos de tráfego e terremotos.

“É uma questão de construir uma máquina para evitar barulho. A máquina está ancorada no solo, e o solo costuma vibrar. O maior desafio do Virgo foi isolar os espelhos. Gastamos muito tempo para desenvolver um pêndulo que isolasse os espelhos dos ruídos sísmicos”, diz Frasconi.

Mas um sinal captado na Itália não será suficiente.

Se uma onda gravitacional for identificada lá, o aparelho Ligo, nos EUA, que possui o mesmo modelo do Virgo, porém com detectores de 4 km, também deveria ver o sinal. E outro aparelho menor na Alemanha.

O Ligo já está funcionando nos EUA, e pesquisadores esperam ligar o Virgo no final deste ano.

As equipes trabalham em conjunto e estão tão confiantes que já projetam 1º de janeiro de 2017 como o dia de um avanço histórico.

A previsão pode ser um pouco ousada, mas Frasconi, que trabalha nessa área há 20 anos, se diz confiante sobre o fim dessa busca.

“Neste momento é extremamente importante detectar ondas gravitacionais pela primeira vez na Terra. Se isso não ocorrer, não teremos as informações certas, o conhecimento correto do resto do Universo.”

 

Interferômetro

 

HOJE NA HISTÓRIA – 27/11/2015 – SEXTA-FEIRA

 

Signo                      : Sagitário

Estação                   : Primavera

Fase                         :  Cheia

    – Dia de Combate ao Câncer

    – Dia do Técnico de Segurança no Trabalho

    – Adhemar Ferreira da Silva conquista medalha de ouro no salto triplo em 1956

    – Aniversário de morte de Dinah Silveira de Queirós em 1982

    – Primeiro comício pelas diretas foi realizado em São Paulo em 1983

    – Dia da Infância

Santo do Dia      : Santa Catarina de Lavouré

Dawkins esnoba teses sobre o papel das crenças na cooperação

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Os mais afoitos talvez achem um despropósito que o cientista célebre por um livro chamado “O Gene Egoísta” seja um dos nomes de um evento sobre cooperação. É difícil reduzir o pensamento de Richard Dawkins a estereótipos, no entanto –ao menos na maior parte do tempo.

Longe de defender a competição desalmada que às vezes predomina na natureza, “O Gene Egoísta” pode ser lido como antídoto a essa tendência. Tanto que, como afirma o zoólogo britânico, um título igualmente apropriado seria “O Gene Cooperativo”.

A metáfora central da obra-prima de Dawkins, na verdade, tem menos a ver com egoísmo ou cooperação e mais com permanência.

O autor parte do princípio de que os genes, unidades mínimas de DNA que contêm a “receita” para determinada característica, viajam de forma relativamente independente de uma geração para outra por meio do sexo.

Em média, nossos filhos têm 50% de nossos genes, enquanto a proporção cai para 25% em nossos netos –e assim por diante. Por causa do sexo, genes que estão no mesmo corpo na primeira ou na segunda geração podem muito bem acabar parando em corpos diferentes nas seguintes.

Isso significa que cada gene pode ter um “interesse” (metaforicamente, é claro, já que não têm cérebro), conduzindo o organismo (de novo, inconscientemente) a buscar o sucesso na reprodução para que mais cópias dele circulem pelo mundo –daí o “egoísta” do título.

Ocorre que, como Dawkins explica, isso acontece por meio de variadas estratégias. Algumas se encaixam na nossa definição antropocêntrica de egoísmo –homens que traem as parceiras e geram filhos fora do casamento–, enquanto outras são altruístas.

A colaboração dentro de grupos sociais, por exemplo, também pode ser ótima para os genes de todo mundo que está participando, desde que existam regras para premiar os bons meninos e punir os trapaceiros.

Dawkins tem prestado imensos serviços ao elucidar para o grande público essas e outras facetas da evolução. Mas é discutível se sua outra persona pública, a de cruzado anti-religião, tenha efeito tão positivo.

Com a publicação de “Deus, um Delírio” (2006), ele se tornou uma das maiores vozes do novo ateísmo, segundo o qual boa parte dos problemas do mundo desapareceriam se a religião deixasse de existir.

Ao adotar esse ponto de vista, Dawkins esnoba a crescente literatura científica segundo a qual as crenças podem funcionar como poderoso estímulo de cooperação e coesão social.

É exagero pintar o zoólogo como fundamentalista científico, já que suas armas são a razão e a argumentação. Mas a maneira como ele reage à religião é, por vezes, tão estereotipada e contraproducente quanto as reações dos críticos que leram apenas o título de seu clássico.

HOJE NA HISTÓRIA – 26/11/2015 – QUINTA-FEIRA

 

Signo                      : Sagitário

Estação                   : Primavera

Fase                         :  Cheia

    – Aniversário de morte de Guerra Peixe em 1993

    – Estréia do filme “Casablanca” em 1942

    – Aniversário de morte de Grande Otelo em 1993

    – Dia do Ministério Público

Santo do Dia      : São Leonardo de Porto Maurício