Três razões que explicam o sucesso do Snapchat entre o público jovem

Snapchat

O aplicativo Snapchat, criado em 2011 pelo americano Evan Spiegel quando tinha apenas 21 anos, ficou conhecido inicialmente pela preocupação que causou em pais de crianças e adolescentes.

Sua popularidade entre estudantes ocorreu principalmente pelo uso da ferramenta para trocas de imagens sexuais.

Mas Spiegel, em uma entrevista à BBC em 2013, disse que a controvérsia não impediria o Snapchat de ser um sucesso. E ele não estava errado.

O aplicativo tem mais de 700 milhões de usuários em torno do mundo, mas chama a atenção por seu poder de fogo nos EUA: cerca de 100 milhões de pessoas usam o aplicativo diariamente no país. E 86% delas têm menos de 35 anos.

Por isso, o Snapchat ficou conhecido com o “aplicativo dos millenials”. E se transformou em uma plataforma estratégica para empresas e até políticos –na corrida presidencial, por exemplo, ambos os pré-candidatos do Partido Democrata, Bernie Sanders e Hillary Clinton, fazem uso do Snapchat em suas campanhas.

Mas por que o Snapchat faz tanto sucesso entre os jovens? Além de ser gratuito, claro.

1. Privacidade

“Nós complicamos a tarefa dos pais de envergonharem seus filhos”, disse Spiegel durante uma conferência no ano passado.

Para alguém se registrar no Snapchat, somente é preciso um número de telefone e um apelido. E a única maneira de se encontrar um usuário é conhecendo este apelido.

Segundo a especialista em redes sociais da Universidade Princeton, Ryan Maguire, uma era digital carregada de informações que vão se acumulando ao longo do tempo, como acontece no Facebook, fez com que jovens se preocupassem mais em se comunicar com amigos mais próximos do que contar suas histórias para o mundo.

“Os usuários querem compartilhar experiências com pessoas que escolhem e sem a necessidade de que esse conteúdo seja armazenado”, disse uma usuária de Snapchat ao portal de notícias Business Insider.

2. Efêmero

Ao contrário do Facebook, que é capaz de armazenar fotografias e vídeos desde a data em que o usuário abriu seu perfil, o Snapchat apaga seu conteúdo a cada 24 horas. Analistas de mídias sociais afirmam que o fato de nenhum conteúdo prevalecer oferece mais liberdade e faz com que histórias e comentários sejam mais naturais e divertidos.

Se um usuário envia um snap a outra pessoa, a mensagem só poderá ser vista duas vezes. E se o receptor esquecer-se de clicar, a mensagem será destruída em 30 dias. Para empresas e veículos de mídia, essas condições apresentam uma oportunidade de interação, mas ela é desafiadora, já que o conteúdo precisa captar rapidamente a atenção dos usuários.

3. Não é uma rede social

Os usuários do Snapchat não têm por que interagir com outras pessoas ou sequer criar conteúdo próprio. E a empresa por trás do aplicativo diversificou seu uso a partir de janeiro do ano passado ao lançar a seção discover –um carrossel de histórias oferecidas por uma série de veículos de mídia.

“Não somos uma rede social. Temos uma colaboração com alguns meios de comunicação para criar um formato que priorize contar histórias”, disse o Snapchat, em um comunicado oficial.

Assim é possível entrar nos perfis de meios como BBC,CNN, “Wall Street Journal” e outros, que devem sempre atualizar seu conteúdo a cada 24 horas.

Mas a companhia também estimula a produção de conteúdo gerado por usuários, incluindo em eventos de grande porte, como o Oscar.

Diariamente, os usuários do Snacphat assistem a 8 bilhões de vídeos, segundo dados da empresa. O instituto de pesquisas Nielsen estima que 41% dos adultos americanos com menos de 35 anos usam o aplicativo.

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O que “selfies” revelam sobre o mundo atual

Selfie

EMILIO LEZAMA
tradução FRANCESCA ANGIOLILLO

 

Mais que mera versão atualizada do consagrado gênero do autorretrato, os “selfies” se impõem como signo da revolução digital. Ironicamente, em um mundo marcado pela alta tecnologia, o homem contemporâneo tem como “gadget” favorito um tosco bastão, cujo benefício último é dispensar a interação com estranhos.

"Autorretrato em Espelho Convexo" (1524), de Girolamo Francesco Maria Mazzola, mais conhecido como Parmigianino
“Autorretrato em Espelho Convexo” (1524), de Girolamo Francesco Maria Mazzola, mais conhecido como Parmigianino

Mesmo os pouco observadores devem ter notado um novo aparelho na temporada de férias. Tecnologia de ponta? Só no sentido mais estritamente literal.

Neste ano, o “pau de selfie”, monopé que permite tirar autorretratos, conquistou o mercado dos viajantes. Não deixará de surpreender que em pleno 2015 o homem tenha redescoberto a utilidade tecnológica de um bastão.

Na pré-história, o homem vagou pelos bosques apoiando-se nele; milhares de anos depois, a moda volta, de forma distorcida: o instrumento que servia para conectar o homem com o que estava sob seus pés –a terra– e o apoiava, literalmente, para abrir passo pelo mundo se converteu em uma ligação com o mundo superior. Se eu não me vejo, como sei que existo? Esse novo cajado nos permite uma perspectiva aérea da existência.

O filósofo alemão Peter Sloterdijk explica que aquilo que nós entendemos por tecnologia é uma tentativa de substituir os sistemas imunológicos implícitos por sistemas imunológicos explícitos.

Em nossa época, os sistemas de defesa que criamos procuram nos isolar de um exterior que se nega a ceder à tendência individualista da sociedade. Por isso andamos de um lugar a outro sem renunciar nunca a nosso mundo: nos transformamos em uma sociedade de caranguejos-eremitas, carregando no lombo nossas casas. Sentados entre centenas de passageiros, nos protegemos, com nossos fones de ouvidos, celulares e vídeos, do encontro com o exterior. Agora, o “pau de selfie” nos permite tirar fotos sem a incômoda necessidade de interagir com estranhos. Nos transformamos em seres autossuficientes e, em decorrência disso, necessariamente antissociais.

A máxima ironia do mundo globalizado é a crescente insularidade do indivíduo. Como o exterior é impessoal, nos embrenhamos no interior; como a comunidade nos debilita, a individualidade se torna preponderante; é assim que a casa familiar dá lugar ao apartamento individual –e a autogamia moderna surge. O grande balão da globalização explodiu em milhares de bolhas comprimidas, que voam juntas, sem, no entanto, se roçarem.

O fenômeno do “selfie” responde a essa condição insular e por isso se arraigou como a manifestação estética da revolução digital. O isolamento do indivíduo é tal que, liberto do voyeurismo, teve de conceber um autovoyeurismo: nos tornamos paparazzi de nós mesmos. O “selfie” procura esconder nossa natureza isolada e solitária sob o verniz da felicidade e do gozo.

ORIGENS

As origens mais remotas do fenômeno, contudo, expõem sua natureza. Em 1524, o pintor italiano Parmigianino (1503-40) se autorretratou com o auxílio de um espelho convexo.

O efeito é alucinante: mais que um autorretrato, a pintura de Parmigianino é uma indagação a um mundo interior atormentado. O olhar do autor é sereno, mas incômodo, mais adequado ao mundo das “hashtags” que ao da pintura renascentista.

Séculos depois, em outubro de 1914, aos verdes 13 anos de idade, a princesa Anastácia da Rússia subiu em uma cadeira em frente a um espelho e fotografou seu reflexo. O resultado causa calafrios: a princesa lembra um fantasma. Ambas as imagens ressaltam a condição solitária do “selfie”.

A discussão sobre o significado desse fenômeno tem muitas vertentes. O “selfie” já foi explicado como uma ferramenta de “empoderamento”, como vão narcisismo ou como um desesperado grito de ajuda lançado ao vazio da aldeia digital. Outros sugeriram que se trate das três coisas ao mesmo tempo. Um pedido de atenção em um mundo onde a atenção equivale ao poder.

O “selfie”, no entanto, tem também um sentido de autoconstrução. Permite ao indivíduo moldar a narrativa de sua vida e, assim, nos transformou em promotores de nossa própria marca. Não se trata simplesmente de que o indivíduo queira ostentar a “perfeição” de sua vida, mas de ele mesmo querer acreditar em sua invenção. O “selfie” permite adequar a realidade a suas próprias expectativas.

Em um mundo altamente tecnológico, o “pau de selfie” se destaca pelo aspecto tosco. Os que esperavam carros voadores e lentes multifuncionais se viram decepcionados pela realidade: o invento mais popular do ano é um bastão.

Atrás dessa aparente simplicidade, porém, se esconde uma revelação profunda sobre o mundo contemporâneo. Como o velho cajado que amparou nossos antepassados, o “pau de selfie” nos oferece segurança diante de um mundo perigoso. Não é só a nossa proteção no isolamento mas uma resposta a essa angústia do ser humano contemporâneo –a de constatar sua própria existência.

 

EMILIO LEZAMA, 28, é escritor, diretor da revista “Los Hijos de la Malinche” (loshijosdelamalinche.com) e colabora com textos sobre comunicação global e política em jornais dos EUA, México, Espanha, França e Brasil.

FRANCESCA ANGIOLILLO, 43, é editora-adjunta da “Ilustríssima”.

Como estamos mudando o planeta?

Mudanças no mundo

POR DIOGO BERCITO

Aprendemos na escola que o planeta é moldado pela natureza, como as forças tectônicas descritas pela cantora islandesa Björk em sua canção “Mutual Core”. Mas, como observa uma recente reportagem do site Vox, o ser humano é hoje a força dominante na modificação do globo em que vive. “Nós destruímos florestas, represamos rios poderosos, pavimentamos ruas extensas e transportamos milhares de espécies ao redor do mundo”.

Essa transformação é o tema das fotografias disponíveis no projeto da Nasa “Images of Change”, onde a agência espacial americana compara imagens tomadas por satélite para monitorar o impacto humano no globo terrestre. O Mundialíssimo blog escolheu quatro delas como exemplo de como o mundo está mudando:

CRESCIMENTO URBANO NO EGITO
Se nos anos 1980 12.000 pessoas viviam em Hurghada, no Egito, no ano passado já eram mais de 250 mil, com a visita de 1 milhão de turistas anualmente. O preço foi pago pelos recifes de corais, que recuaram 50% nessas três décadas pelo depósito de sedimento e pela ação de mergulhadores.

Hurghada, no Egito, entre janeiro de 1985 e novembro de 2014

Hurghada, no Egito, entre janeiro de 1985 e novembro de 2014

ENCOLHIMENTO DO MAR DE ARAL
O mar de Aral, que foi outrora o quarto maior lago do mundo, teve suas águas desviadas pela União Soviética. Secou, dividiu-se em corpos de água distintos e, enquanto desaparece, tornou o inverno da região mais frio e o verão mais seco.

O mar de Aral, na Ásia Central, entre agosto de 2000 e agosto de 2014

O mar de Aral, na Ásia Central, entre agosto de 2000 e agosto de 2014

IMPACTO DE BARRAGENS NO PAQUISTÃO
A barragem de Mirani, no rio Dasht, foi concluída em 2006, disponibilizando água para beber, irrigar e gerar eletricidade. Mas o projeto levou também a inundações que em 2007 deslocaram 15 mil pessoas.

A represa de Mirani, no Paquistão, entre agosto de 1999 e junho de 2011

A represa de Mirani, no Paquistão, entre agosto de 1999 e junho de 2011

ILHAS ARTIFICIAIS NOS EMIRADOS ÁRABES
As ilhas de Dubai foram construídas a partir de 2001, no golfo Pérsico. O grupo de ilhas ao norte na imagem é conhecido como “O Mundo”, por assemelhar-se a um mapa, e aumentou a costa de Dubai em 230 quilômetros.

A costa de Dubai entre novembro de 2001 e novembro de 2012

A costa de Dubai entre novembro de 2001 e novembro de 2012

Socorro! Meus pais vão se separar (aos 70!)

Separação

Por Bell Kranz

O pacote qualidade de vida do idoso – programação social intensa, muita atividade física, hobbies e até um desafio profissional – é a realização de todo filho. Agora, quando o interesse dos digníssimos progenitores é dar uma geral na vida conjugal, aí vira um perereco!

O pensamento dominante e angustiante costuma ser: “Separados, eles vão dar mais muito mais trabalho do que juntos”. No caso de um recasamento, o Deus nos acuda tem outra motivação: “Como vai ficar o patrimônio?”. E se a filhona ouve falar que papi, aos 80, pensa em sexo, ela “surta”, porque a hipótese lhe parece totalmente abominável.

Uma profusão de ideias e atitudes equivocadas abalam a vida de pais e filhos, criando uma novo formato de conflito de gerações. Os mais jovens desconhecem ou não entendem o interesse dos mais velhos em preencher os anos seguintes com realizações variadas, inclusive na vida conjugal – quem tem 60 hoje pode contar com mais umas duas ou três décadas de vida pela frente.

Os filhos podem atrapalhar o caminho desses pais ou serem facilitadores. Na tentativa de colaborar com as duas partes, “Casar, descasar, recasar” revela aqui o que é importante saber quando o assunto é sexo e vida conjugal de idosos. As informações valiosas foram dadas pelo professor titular de geriatria da Faculdade de Medicina da USP e diretor do  Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas, Wilson Jacob Filho. Confira abaixo.

AS FILHAS

Para a filha casada, a separação dos pais é um choque, apesar de que raramente ela é pega de surpresa, a não ser quando a mãe descobre que o pai tem uma vida paralela; em geral, ela sabe que aquele casamento foi se complicando. É um choque por dois motivos. Primeiro porque se desfaz aquele elo que sempre teve como diretriz, o ambiente de segurança. E segundo porque sabe que separados eles darão mais problema para ela do que casados.

Quando o casal está junto, e ele tem uma pneumonia e vai para o hospital, quem vai cuidar? É a mulher. Se estão separados, é o filho. Um já não é mais do outro. A filha não chega e fala ‘mãe, ele é teu marido’ ou ‘pai, ela é tua esposa’. O pai passa a ser do filho ou da filha enquanto não encontrarem outra pessoa que ajude a cuidar dele, no sentido laborial ou financeiro.

Um fato absolutamente verdadeiro: mulheres com filhas ainda jovens ou solteiras temem iniciar um novo relacionamento com um homem por achar que ele possa se interessar pela jovem. É frequentíssimo ouvir: “Enquanto as minhas filhas não casarem, eu não me aproximo de nenhum homem”. Ou quando perguntada “por que a senhora não iniciou um novo relacionamento?”, a resposta é “porque eu tinha filhas mulheres e isso é muito perigoso”. Perigoso para ela pela possibilidade de ser preterida em função de sua filha e perigoso para a filha ao levar para casa um homem que ela não pode confiar. Existe uma lógica nisso. No lado mais dramático, uma boa parte dos abusos sexuais foram feitos por padrastos.

A filha acha que o pai é dela, tem um ciúme impressionante. As filhas de homens, dizem ‘meu pai’ com uma carga de posse: ‘Você está dizendo isso do meeeeeeeu pai?’. Respondo: ‘Estou dizendo que o seu pai precisa de uma companheira para fazer aquilo que ele não pode fazer com você’. E ela fica estupefata, pasma, em ouvir que aquele homem de 75, 80 anos tem desejo sexual. Não gosto de endeusar isso, mas faz parte.

A filha, quando tem uma mãe que vai casar, fica feliz. A preocupação é fundamentalmente com o patrimônio. Vai querer saber como vai ser a condição patrimonial da família. Como vão ficar os seus bens, pensar no futuro do “Jorginho”. A questão patrimonial mexe com todo o mundo; as pessoas ficam possessas quando veem seu patrimônio ameaçado.

OS FILHOS

O filho homem tem muito ciúmes da mãe. Depois da separação, muitas vezes ele entende ser o homem da família, o macho alfa. Quando a mãe tem um novo relacionamento, é como se ele estivesse perdendo a liderança dentro da própria casa. Isso quando os filhos moram na casa da mãe. Quando vivem fora, o temor é financeiro. A exigência, que ocorre com muita frequência, é que o possível novo casamento seja com separação total de bens para que não haja possibilidade de comprometimento.

Filhos entre 30 e 50 anos, muitas vezes sobrecarregados pelo cuidado dos pais separados, veem em um novo casamento do pai ou da mãe a possibilidade de dividir o trabalho e a responsabilidade com alguém. Um pai que estava, por exemplo, pedindo para a filha fazer supermercado, telefonar todo dia, de repente com uma companheira não vai precisar mais disso.

Muitos filhos tentam aproximar, principalmente os pais e menos as mães, de um eventual potencial companheiro. Eles tentam apresentar: ‘Olha, tem uma senhora lá no meu escritório procurando alguém para ir ao cinema. Por que você não vai com ela?’. Muitos dos pais reclamam que eles querem favorecer um casamento a qualquer custo. Esses idosos são muito pressionados. Os pais hoje dão muito menos palpite no casamento dos seus filhos do que os filhos dão no dos seus pais.

O SEXO

Uma mãe de 70 anos dificilmente confessa a seus filhos que tem necessidades sexuais. Os filhos não aceitam isso ou aceitam muito raramente. Acham que a mãe ou o pai são assexuados, frutos de uma geração espontânea, que nunca transaram; se transaram, foi de luz apagada.

Eu falo para a filha: “Você acha que a sua mãe não gosta de sexo?”.

Ela acha abominável isso, quando a mãe acaba de me dizer na consulta que se masturba duas, três vezes por semana.

A quantidade de senhoras que vai para uma instituição de longa permanência e levam um vibrador é gigante!

Pessoas com idade avançada não perdem a sua sexualidade. Podem modificá-la de forma a ficar socialmente mais aceita. Uma mulher de 80 anos diria, por exemplo, “olha, minha filha, que homem lindo”, quando na verdade ela gostaria de ter o contato.

Uma frase muito falada é: “O remédio que eu preciso não vende em farmácia”. Mas isso não pode ser dito aos seus filhos. Eles têm dificuldade de entender que os pais são mais do que provedores, de fazer essa transição do papel da mãe para o de mulher.

QUEIXA DE IDOSAS

Da mulher de 70, eu geralmente ouço: ‘Ele até que é interessante, mas está em busca de uma enfermeira, não de uma esposa”. Geralmente, o homem não tem a oferecer, ele tem a pedir. Às vezes, tem a oferecer uma proteção financeira, mas tende a esperar uma condição de cuidados. Não raramente homens que foram viúvos de mulheres que precisaram de cuidado, casam-se com as cuidadoras, que já conhecem a casa e sabem cuidar. Então, existe esse lado.

Uma queixa muito frequente delas: “Fui ao baile, ele me tirou pra dançar e queria saber onde a gente ia passar a noite. Eu não quero passar a noite com ninguém ainda. Eu quero namorar, jantar, ir no teatro, fazer uma série de coisas antes de passar a noite”.

Não tenho a menor duvida de que a mulher busca um companheiro, tanto que, se ele não for muito sexualmente ativo, isso não é um obstáculo. Mas se ela não for, é um obstáculo.

QUEIXA DE IDOSOS

Muito homens dizem isso de seus filhos: “Olha, eles arrumam cada mulher para mim! Eu digo deixa que eu me viro, eu me arranjo, tô muito bem sozinho”.

O filho tem que ter calma, incentivar que tanto o pai quanto a mãe tenham vida social, mas não necessariamente casamento. Devem fazer uma abordagem suave, delicada. É pior ficar empurrando. Isso vale também para a filha em relação à mãe.